Empréstimo consignado no cartão ou empréstimo pessoal: quando escolher cada um?

Na hora de buscar crédito, muitas pessoas se deparam com duas modalidades comuns: o empréstimo pessoal e o empréstimo consignado no cartão. Apesar de ambos oferecerem acesso rápido ao dinheiro, eles funcionam de formas distintas.

O empréstimo consignado cartão combina características do crédito rotativo com a segurança do desconto direto na folha de pagamento ou no benefício do INSS, enquanto o empréstimo pessoal tem contratação mais ampla e maior liberdade de uso, mas cobra mais pelo risco envolvido. Conhecer essas distinções é o primeiro passo para uma escolha consciente.

Como funciona o empréstimo consignado no cartão?

Também conhecido como cartão consignado, é, na prática, um cartão de crédito voltado para aposentados, pensionistas do INSS, servidores públicos e trabalhadores de empresas conveniadas. A diferença está na forma de pagamento: o valor mínimo da fatura (geralmente 5% do total gasto) é descontado diretamente da folha de pagamento.

Esse modelo permite fazer compras no crédito, parcelar valores e até realizar saques em dinheiro, com taxas mais baixas do que as de um cartão tradicional. Além disso, o restante da fatura pode ser pago por boleto bancário, o que dá ao usuário maior controle sobre o valor final pago naquele mês.

Empréstimo pessoal: o que é e como funciona?

O empréstimo pessoal, por sua vez, é uma modalidade em que a instituição financeira empresta um valor fixo, que o contratante se compromete a pagar em parcelas mensais com prazo determinado. O pagamento é geralmente feito por meio de boleto, débito em conta ou outro método acordado, sem desconto automático na folha de pagamento.

Essa opção está disponível para qualquer pessoa com comprovação de renda e CPF regular, e o valor liberado depende da análise de crédito feita pelo banco. Como não há garantia direta de pagamento, os juros costumam ser mais altos que nas modalidades de consignado, mas ainda é uma alternativa bastante utilizada por quem precisa de dinheiro com rapidez e flexibilidade.

Taxas de juros: o que pesa mais no bolso?

No empréstimo pessoal, as taxas de juros são geralmente mais elevadas. Isso acontece porque não há garantia direta de pagamento — o banco depende da disciplina do cliente para receber as parcelas. Dependendo do perfil, os juros podem ultrapassar os 10% ao mês.

No cartão consignado, os juros cobrados sobre o valor rotativo são mais baixos do que em cartões comuns e inferiores às médias do crédito pessoal. Ainda assim, por funcionar como cartão de crédito, o risco de acúmulo de dívida existe se o contratante pagar apenas o valor mínimo da fatura por longos períodos.

Formas de pagamento e prazos: qual oferece mais controle?

O empréstimo pessoal é pago em parcelas fixas mensais, com vencimento acordado no momento da contratação. O contratante sabe exatamente quanto vai pagar todo mês, o que ajuda no planejamento financeiro, mas exige cuidado com o vencimento e o pagamento manual.

No cartão consignado, o pagamento mínimo é feito automaticamente via desconto em folha, reduzindo o risco de inadimplência, mas também podendo levar ao uso contínuo do crédito, o que compromete parte da renda sem que o consumidor perceba. Os prazos são indefinidos, pois o cartão permanece ativo enquanto houver margem consignável disponível.

Exigências para contratação: quem pode ter acesso?

O cartão consignado está disponível apenas para um público específico: aposentados, pensionistas do INSS, servidores públicos, militares e trabalhadores de empresas conveniadas com o banco. Além disso, o cliente precisa ter margem consignável livre, já que parte da renda será usada para o desconto da fatura.

No caso do empréstimo pessoal, qualquer pessoa com CPF regular e comprovação de renda pode solicitar, incluindo autônomos e trabalhadores informais. A aprovação, no entanto, depende da análise de crédito e da relação do solicitante com a instituição financeira.

Riscos, cuidados e como escolher a modalidade ideal

Por fim, o empréstimo pessoal oferece flexibilidade e pode ser contratado por um público mais amplo, incluindo quem não tem vínculo com o setor público ou INSS. Contudo, para um bom uso, é importante considerar o valor das parcelas e o impacto no orçamento mensal.

No cartão consignado, o desconto automático do valor mínimo ajuda a manter os pagamentos em dia, mas exige atenção ao uso contínuo do limite. Nesse contexto, a possibilidade de compras parceladas e saques deve ser equilibrada com o planejamento financeiro.

Na hora de escolher entre os tipos, quem busca praticidade no dia a dia e taxas mais acessíveis pode encontrar no cartão consignado uma boa alternativa. Por outro lado, o empréstimo pessoal pode atender melhor quem prefere parcelas fixas e prazos definidos desde o início do contrato, além de atender quem não é elegível para o consignado.

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